obra:ga33:2
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| + | ===== GA33: §2 ===== | ||
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| + | **§ 2. A multiplicidade do ser do ente** | ||
| + | * O ente é dito e interpelado de modo duplo, uma vez segundo as categorias e outra vez segundo potência e efetividade, | ||
| + | * A entrada no âmbito da pergunta pelo ente conduz imediatamente à obscuridade, | ||
| + | * A questão torna-se ainda mais complexa porque Aristóteles, | ||
| + | * O ente acidental é nomeado em primeiro lugar na enumeração quadripartida, | ||
| + | * A enumeração aristotélica das quatro articulações do ente aparece como uma justaposição simples, sem explicitar ordem, conexão interna ou fundamento, afirmando apenas que o ente se diz de múltiplas maneiras e, nesse caso, de quatro maneiras. | ||
| + | * A fórmula segundo a qual o ente se diz de múltiplas maneiras não é uma expressão vazia, mas concentra a posição fundamentalmente nova conquistada por Aristóteles diante de toda a filosofia anterior, inclusive Platão, não como sistema acabado, mas como tarefa filosófica. | ||
| + | * A interpretação da investigação sobre potência e efetividade exige uma preparação inevitável, | ||
| + | * O âmbito da investigação é o ente, inicialmente distinguido de modo duplo, depois triplo e enfim quádruplo, mas Aristóteles mantém essas distinções em justaposição, | ||
| + | * A articulação quadripartida é decisiva porque explicita que o ente visado é o ente simplesmente tomado em si mesmo, isto é, o ente enquanto ente. | ||
| + | * Quando o ente é considerado enquanto ente, aquilo que deve ser dito dele é que ele é, de modo que o que torna o ente ente é o ser, e a multiplicidade da articulação do ente significa propriamente a multiplicidade da articulação do ser do ente. | ||
| + | * A intenção aristotélica de visar o ser do ente torna-se clara no livro V da Metafísica, | ||
| + | * O ser, segundo as categorias, possui tantos significados quantas são as figuras categoriais, | ||
| + | * O ser também significa o é no sentido de é verdadeiro, como quando se afirma que algo é assim e se quer dizer que é verdadeiramente assim, tratando-se então do ser do ente verdadeiro. | ||
| + | * O ser ainda significa o ente segundo potência e efetividade, | ||
| + | * O âmbito da investigação é o ente enquanto ente, isto é, o ser, e a pergunta dirige-se a uma das maneiras do ser, que se articula em quatro dobras simplesmente alinhadas: categorias, potência e efetividade, | ||
| + | * A expressão segundo a qual o ente se diz de múltiplas maneiras significa, na maioria dos casos, que o ser do ente se diz de quatro maneiras, mesmo quando Aristóteles enumera apenas duas ou três. | ||
| + | * A multiplicidade do dizer do ente possui também um sentido mais restrito, no qual não se referem as quatro maneiras do ser, mas uma delas, a saber, o ser segundo as categorias, que por sua vez se diz de múltiplas maneiras conforme a pluralidade das categorias. | ||
| + | * O ser segundo as categorias possui um privilégio próprio porque nele o dizer assume a forma destacada da categoria, já vigente em todo enunciado sobre o ente. | ||
| + | * A investigação da primeira categoria, a substância, | ||
| + | * A multiplicidade interna das categorias não é uma pluralidade confusa, pois nela o primeiro ente é o que algo é, isto é, a substância, | ||
| + | * A multiplicidade do ser deve ser pensada em dois níveis, pois há a multiplicidade ampla das quatro maneiras do ser e, dentro dela, a multiplicidade mais restrita das categorias. | ||
| + | * A conexão entre a multiplicidade ampla do ser e a multiplicidade restrita das categorias precisa ser vista com clareza, não apenas para conhecer o uso linguístico de Aristóteles, | ||
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