obra:ga3:ga3-4-essencia-do-conhecimento.txt
Differences
This shows you the differences between two versions of the page.
| Next revision | Previous revision | ||
| obra:ga3:ga3-4-essencia-do-conhecimento.txt [02/01/2026 13:59] – created mccastro | obra:ga3:ga3-4-essencia-do-conhecimento.txt [16/01/2026 14:40] (current) – external edit 127.0.0.1 | ||
|---|---|---|---|
| Line 1: | Line 1: | ||
| + | ====== § 4. A essência do conhecimento como tal ====== | ||
| + | ====== Tópicos sobre a Fundamentação da Metafísica e a Crítica da Razão Pura em Kant ====== | ||
| + | |||
| + | * Kant reduz o problema da possibilidade da ontologia à questão de como são possíveis os juízos sintéticos a priori, o que explica por que a fundamentação da metafísica se realiza na forma de uma Crítica da Razão Pura. | ||
| + | * A investigação sobre a possibilidade do conhecimento ontológico exige uma caracterização prévia desse conhecimento, | ||
| + | * O conhecimento ontológico conhece o ente, e aquilo que é conhecido pertence ao ente mesmo, sendo este "o que é" aportado a priori pelo conhecimento ontológico antes de toda experiência ôntica, ainda que deva servir precisamente a ela. | ||
| + | * Kant denomina " | ||
| + | * A instância capaz de legitimar esses juízos prenhes de conteúdo quidditativo sobre o ser do ente não pode encontrar-se na experiência mesma, pois a experiência do ente se guia sempre, por sua vez, por uma compreensão ontológica prévia. | ||
| + | * Consequentemente, | ||
| + | * A razão pura é a faculdade que encerra os princípios do conhecimento a priori, de modo que a revelação da possibilidade do conhecimento ontológico deve conduzir a uma explicitação da essência da razão pura. | ||
| + | * A delimitação da essência da razão pura representa simultaneamente um critério para determinar sua não-essência, | ||
| + | * O conhecimento ontológico, | ||
| + | * Kant utiliza frequentemente a expressão " | ||
| + | * Todo juízo enquanto tal representa um "eu enlaço", | ||
| + | * Os juízos sintéticos são " | ||
| + | * No problema dos juízos sintéticos a priori, trata-se de uma modalidade adicional de síntese que deve aportar algo sobre o ente que a experiência não pôde extrair dele, sendo este aporte uma determinação prévia do ser do ente. | ||
| + | * Este modo de referir-se previamente ao ente é uma pura " | ||
| + | * A investigação que concerne à essência dessa síntese a priori é denominada por Kant de transcendental, | ||
| + | * O conhecimento transcendental não investiga o ente mesmo, mas a possibilidade da compreensão prévia do ser, ou seja, a constituição ontológica do ser do ente, referindo-se ao transpassar da razão pura em direção ao ente que torna possível a experiência do objeto. | ||
| + | * Elevar a possibilidade da ontologia à categoria de um problema equivale a perguntar pela possibilidade, | ||
| + | * Por isso Kant utiliza o nome de " | ||
| + | * A Crítica da Razão Pura não representa um sistema de filosofia transcendental, | ||
| + | * Nesta fundamentação da metafísica como projeto da possibilidade interna da ontologia, traça-se o esboço inteiro de um sistema de metafísica. | ||
| + | * As interpretações que veem a Crítica da Razão Pura como uma teoria da experiência ou das ciências positivas desconhecem completamente a intenção da obra, que nada tem a ver com uma teoria do conhecimento no sentido ôntico. | ||
| + | * Se a considerássemos uma teoria do conhecimento, | ||
| + | * Ao plantear o problema da transcendência, | ||
| + | * Se a verdade de um conhecimento pertence à sua essência, o problema transcendental da possibilidade interna do conhecimento sintético a priori equivale a perguntar pela essência da verdade da transcendência ontológica. | ||
| + | * É necessário determinar a essência da " | ||
| + | * A verdade ôntica orienta-se necessariamente para a verdade ontológica, | ||
| + | * No problema da possibilidade da verdade ontológica originária, | ||
| + | * A tarefa da fundamentação é mostrar como se realiza o desenvolvimento da possibilidade da ontologia desde seus germes, sem apoiar-se em fato algum, apenas na própria razão. | ||
