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| + | ====== § 2. O ponto de partida da fundamentação da metafísica tradicional ====== | ||
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| + | Fundamentação da metafísica como conhecimento puro e racional do ente em sua totalidade, ultrapassando a experiência sensível para buscar o ente suprassensível e questionando a ausência de uma prova rigorosa para legitimar sua pretensão de conhecimento verdadeiro. | ||
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| + | * Necessidade de uma fundamentação que delimite a possibilidade interna da metafísica, | ||
| + | * Restrição do problema à questão da possibilidade de manifestação do ente enquanto tal, implicando a compreensão da essência de uma forma de relação em que o ente se manifeste em si mesmo, tornando possível a demonstração de qualquer enunciado sobre ele. | ||
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| + | * Identificação de um indício para essa possibilidade no método das ciências naturais, nas quais o conhecimento resulta da razão que produz seus próprios objetos segundo um plano previamente concebido. | ||
| + | * Citação: “Compreenderam que a razão não conhece mais do que o que ela própria produz segundo o seu esboço; que deve adiantar-se com princípios de seus juízos, segundo leis constantes, e obrigar a natureza a responder às suas perguntas, e não deixar-se conduzir como com andadores.” | ||
| + | * A constituição ontológica do ser do ente, pressuposta em todo plano científico, | ||
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| + | * Indicação pelas ciências matemáticas da natureza da conexão entre experiência ôntica e conhecimento ontológico, | ||
| + | * Necessidade de desenvolver a // | ||
| + | * Transformação da questão da possibilidade do conhecimento ôntico em indagação sobre a possibilidade do conhecimento ontológico, | ||
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| + | * Inserção de Kant na tradição filosófica como aquele que, ao iniciar a fundamentação da metafísica, | ||
| + | * Abalo do edifício da metafísica tradicional, | ||
| + | * Exigência de clareza quanto ao modo de generalização e ao caráter do “traspassar” implicado no conhecimento da constituição do ser. | ||
| + | * A ontologia deixa de servir prioritariamente à fundamentação das ciências positivas e passa a fundar-se em um “interesse mais alto” da razão humana. | ||
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| + | * Relação entre // | ||
| + | * Fundamentação da metafísica total como revelação da possibilidade interna da ontologia, identificando-se aí o sentido propriamente metafísico da “revolução copernicana” kantiana. | ||
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| + | * Interpretação correta da “revolução copernicana” como inversão metodológica: | ||
| + | * Citação: “Até agora se admitia que todo nosso conhecimento devia reger-se pelos objetos; mas todos os ensaios para decidir //a priori// algo sobre estes, mediante conceitos, aniquilavam-se nessa suposição. Ensaiemos, pois, se não avançaremos mais nos problemas da metafísica, | ||
| + | * Esclarecimento de que nem todo conhecimento é ôntico e de que este só é possível mediante conhecimento ontológico prévio. | ||
| + | * Manutenção e fundamentação do antigo conceito de verdade (// | ||
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| + | * Conclusão de que a fundamentação da metafísica tradicional parte da questão da possibilidade interna da ontologia, conduzindo inevitavelmente à necessidade de uma //Crítica da Razão Pura// como exame transcendental das condições do conhecimento metafísico. | ||
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