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 Fundamentação da metafísica como conhecimento puro e racional do ente em sua totalidade, ultrapassando a experiência sensível para buscar o ente suprassensível e questionando a ausência de uma prova rigorosa para legitimar sua pretensão de conhecimento verdadeiro.   Fundamentação da metafísica como conhecimento puro e racional do ente em sua totalidade, ultrapassando a experiência sensível para buscar o ente suprassensível e questionando a ausência de uma prova rigorosa para legitimar sua pretensão de conhecimento verdadeiro.  
  
-  * Necessidade de uma fundamentação que delimite a possibilidade interna da metafísica, orientando-se para a determinação da essência da *metaphysica specialiscomo ciência do ente suprassensível.  +  * Necessidade de uma fundamentação que delimite a possibilidade interna da metafísica, orientando-se para a determinação da essência da //metaphysica specialis// como ciência do ente suprassensível.  
     * Restrição do problema à questão da possibilidade de manifestação do ente enquanto tal, implicando a compreensão da essência de uma forma de relação em que o ente se manifeste em si mesmo, tornando possível a demonstração de qualquer enunciado sobre ele.       * Restrição do problema à questão da possibilidade de manifestação do ente enquanto tal, implicando a compreensão da essência de uma forma de relação em que o ente se manifeste em si mesmo, tornando possível a demonstração de qualquer enunciado sobre ele.  
  
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   * Indicação pelas ciências matemáticas da natureza da conexão entre experiência ôntica e conhecimento ontológico, sem, contudo, oferecer solução definitiva, apenas a direção investigativa da fundamentação metafísica.     * Indicação pelas ciências matemáticas da natureza da conexão entre experiência ôntica e conhecimento ontológico, sem, contudo, oferecer solução definitiva, apenas a direção investigativa da fundamentação metafísica.  
-    * Necessidade de desenvolver a *metaphysica specialisem conformidade com o conceito de conhecimento científico positivo.   +    * Necessidade de desenvolver a //metaphysica specialis// em conformidade com o conceito de conhecimento científico positivo.   
-    * Transformação da questão da possibilidade do conhecimento ôntico em indagação sobre a possibilidade do conhecimento ontológico, conduzindo à pergunta pela essência da *metaphysica generalis*.  +    * Transformação da questão da possibilidade do conhecimento ôntico em indagação sobre a possibilidade do conhecimento ontológico, conduzindo à pergunta pela essência da //metaphysica generalis//.  
  
   * Inserção de Kant na tradição filosófica como aquele que, ao iniciar a fundamentação da metafísica, entra em diálogo crítico com Aristóteles e Platão, problematizando a ontologia pela primeira vez como questão fundamental.     * Inserção de Kant na tradição filosófica como aquele que, ao iniciar a fundamentação da metafísica, entra em diálogo crítico com Aristóteles e Platão, problematizando a ontologia pela primeira vez como questão fundamental.  
-    * Abalo do edifício da metafísica tradicional, que até então tratava o *ens communede forma vaga e convicta.  +    * Abalo do edifício da metafísica tradicional, que até então tratava o //ens commune// de forma vaga e convicta.  
     * Exigência de clareza quanto ao modo de generalização e ao caráter do “traspassar” implicado no conhecimento da constituição do ser.       * Exigência de clareza quanto ao modo de generalização e ao caráter do “traspassar” implicado no conhecimento da constituição do ser.  
     * A ontologia deixa de servir prioritariamente à fundamentação das ciências positivas e passa a fundar-se em um “interesse mais alto” da razão humana.       * A ontologia deixa de servir prioritariamente à fundamentação das ciências positivas e passa a fundar-se em um “interesse mais alto” da razão humana.  
  
-  * Relação entre *metaphysica generalis*metaphysica specialis*, em que a primeira fornece o arcabouço conceitual à segunda, de modo que a determinação da essência de uma transforma a da outra.  +  * Relação entre //metaphysica generalis// //metaphysica specialis//, em que a primeira fornece o arcabouço conceitual à segunda, de modo que a determinação da essência de uma transforma a da outra.  
     * Fundamentação da metafísica total como revelação da possibilidade interna da ontologia, identificando-se aí o sentido propriamente metafísico da “revolução copernicana” kantiana.       * Fundamentação da metafísica total como revelação da possibilidade interna da ontologia, identificando-se aí o sentido propriamente metafísico da “revolução copernicana” kantiana.  
  
   * Interpretação correta da “revolução copernicana” como inversão metodológica:     * Interpretação correta da “revolução copernicana” como inversão metodológica:  
-    * Citação: “Até agora se admitia que todo nosso conhecimento devia reger-se pelos objetos; mas todos os ensaios para decidir *a priorialgo sobre estes, mediante conceitos, aniquilavam-se nessa suposição. Ensaiemos, pois, se não avançaremos mais nos problemas da metafísica, admitindo que os objetos devem reger-se por nosso conhecimento...”  +    * Citação: “Até agora se admitia que todo nosso conhecimento devia reger-se pelos objetos; mas todos os ensaios para decidir //a priori// algo sobre estes, mediante conceitos, aniquilavam-se nessa suposição. Ensaiemos, pois, se não avançaremos mais nos problemas da metafísica, admitindo que os objetos devem reger-se por nosso conhecimento...”  
     * Esclarecimento de que nem todo conhecimento é ôntico e de que este só é possível mediante conhecimento ontológico prévio.       * Esclarecimento de que nem todo conhecimento é ôntico e de que este só é possível mediante conhecimento ontológico prévio.  
-    * Manutenção e fundamentação do antigo conceito de verdade (*adaequatio intellectus et rei*), uma vez que a “revolução copernicana” não o destrói, mas o torna inteligível pela primazia do conhecimento do ser.  +    * Manutenção e fundamentação do antigo conceito de verdade (//adaequatio intellectus et rei//), uma vez que a “revolução copernicana” não o destrói, mas o torna inteligível pela primazia do conhecimento do ser.   
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 +  * Conclusão de que a fundamentação da metafísica tradicional parte da questão da possibilidade interna da ontologia, conduzindo inevitavelmente à necessidade de uma //Crítica da Razão Pura// como exame transcendental das condições do conhecimento metafísico.
  
-  * Conclusão de que a fundamentação da metafísica tradicional parte da questão da possibilidade interna da ontologia, conduzindo inevitavelmente à necessidade de uma *Crítica da Razão Pura* como exame transcendental das condições do conhecimento metafísico. 
  
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