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| Fundamentação da metafísica como conhecimento puro e racional do ente em sua totalidade, ultrapassando a experiência sensível para buscar o ente suprassensível e questionando a ausência de uma prova rigorosa para legitimar sua pretensão de conhecimento verdadeiro. | Fundamentação da metafísica como conhecimento puro e racional do ente em sua totalidade, ultrapassando a experiência sensível para buscar o ente suprassensível e questionando a ausência de uma prova rigorosa para legitimar sua pretensão de conhecimento verdadeiro. | ||
| - | * Necessidade de uma fundamentação que delimite a possibilidade interna da metafísica, | + | * Necessidade de uma fundamentação que delimite a possibilidade interna da metafísica, |
| * Restrição do problema à questão da possibilidade de manifestação do ente enquanto tal, implicando a compreensão da essência de uma forma de relação em que o ente se manifeste em si mesmo, tornando possível a demonstração de qualquer enunciado sobre ele. | * Restrição do problema à questão da possibilidade de manifestação do ente enquanto tal, implicando a compreensão da essência de uma forma de relação em que o ente se manifeste em si mesmo, tornando possível a demonstração de qualquer enunciado sobre ele. | ||
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| * Indicação pelas ciências matemáticas da natureza da conexão entre experiência ôntica e conhecimento ontológico, | * Indicação pelas ciências matemáticas da natureza da conexão entre experiência ôntica e conhecimento ontológico, | ||
| - | * Necessidade de desenvolver a *metaphysica specialis* em conformidade com o conceito de conhecimento científico positivo. | + | * Necessidade de desenvolver a //metaphysica specialis// em conformidade com o conceito de conhecimento científico positivo. |
| - | * Transformação da questão da possibilidade do conhecimento ôntico em indagação sobre a possibilidade do conhecimento ontológico, | + | * Transformação da questão da possibilidade do conhecimento ôntico em indagação sobre a possibilidade do conhecimento ontológico, |
| * Inserção de Kant na tradição filosófica como aquele que, ao iniciar a fundamentação da metafísica, | * Inserção de Kant na tradição filosófica como aquele que, ao iniciar a fundamentação da metafísica, | ||
| - | * Abalo do edifício da metafísica tradicional, | + | * Abalo do edifício da metafísica tradicional, |
| * Exigência de clareza quanto ao modo de generalização e ao caráter do “traspassar” implicado no conhecimento da constituição do ser. | * Exigência de clareza quanto ao modo de generalização e ao caráter do “traspassar” implicado no conhecimento da constituição do ser. | ||
| * A ontologia deixa de servir prioritariamente à fundamentação das ciências positivas e passa a fundar-se em um “interesse mais alto” da razão humana. | * A ontologia deixa de servir prioritariamente à fundamentação das ciências positivas e passa a fundar-se em um “interesse mais alto” da razão humana. | ||
| - | * Relação entre *metaphysica generalis* e *metaphysica specialis*, em que a primeira fornece o arcabouço conceitual à segunda, de modo que a determinação da essência de uma transforma a da outra. | + | * Relação entre //metaphysica generalis// e //metaphysica specialis//, em que a primeira fornece o arcabouço conceitual à segunda, de modo que a determinação da essência de uma transforma a da outra. |
| * Fundamentação da metafísica total como revelação da possibilidade interna da ontologia, identificando-se aí o sentido propriamente metafísico da “revolução copernicana” kantiana. | * Fundamentação da metafísica total como revelação da possibilidade interna da ontologia, identificando-se aí o sentido propriamente metafísico da “revolução copernicana” kantiana. | ||
| * Interpretação correta da “revolução copernicana” como inversão metodológica: | * Interpretação correta da “revolução copernicana” como inversão metodológica: | ||
| - | * Citação: “Até agora se admitia que todo nosso conhecimento devia reger-se pelos objetos; mas todos os ensaios para decidir | + | * Citação: “Até agora se admitia que todo nosso conhecimento devia reger-se pelos objetos; mas todos os ensaios para decidir |
| * Esclarecimento de que nem todo conhecimento é ôntico e de que este só é possível mediante conhecimento ontológico prévio. | * Esclarecimento de que nem todo conhecimento é ôntico e de que este só é possível mediante conhecimento ontológico prévio. | ||
| - | * Manutenção e fundamentação do antigo conceito de verdade (*adaequatio intellectus et rei*), uma vez que a “revolução copernicana” não o destrói, mas o torna inteligível pela primazia do conhecimento do ser. | + | * Manutenção e fundamentação do antigo conceito de verdade (//adaequatio intellectus et rei//), uma vez que a “revolução copernicana” não o destrói, mas o torna inteligível pela primazia do conhecimento do ser. |
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| + | * Conclusão de que a fundamentação da metafísica tradicional parte da questão da possibilidade interna da ontologia, conduzindo inevitavelmente à necessidade de uma //Crítica da Razão Pura// como exame transcendental das condições do conhecimento metafísico. | ||
| - | * Conclusão de que a fundamentação da metafísica tradicional parte da questão da possibilidade interna da ontologia, conduzindo inevitavelmente à necessidade de uma *Crítica da Razão Pura* como exame transcendental das condições do conhecimento metafísico. | ||
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