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obra:ga28:4

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 +===== §4 =====
 +Der Deutsche Idealismus
 +
 +**§4. O Problema da Unidade Originária das Duas Tendências na Essência da Filosofia**
 +
 +**a) A Fundamentação da Metafísica como Metafísica do Dasein**
 +
 +  * As duas tendências — a pergunta pelo ser humano e a pergunta pelo ente enquanto tal e em seu todo — revelam-se como unidade do problema central da filosofia, não por uma junção exterior, mas pela essência interior da própria metafísica.
 +  * A pergunta pelo ser humano, exigida pela natureza da metafísica, não é de ordem antropológica, pois visa algo mais originário do que o ser humano já dado: a finitude e o Dasein.
 +  * A finitude do ser humano, entendida como ser-aí, orienta a pergunta para a essência do ser, tornando a quarta questão não uma antropologia, mas uma metafísica do Dasein.
 +  * Somente a metafísica pode fundamentar a metafísica, não algo derivado dela, e a própria Crítica da Razão Pura de Kant constitui, nesse sentido, uma fundamentação que é ela mesma metafísica.
 +  * A pergunta decisiva pelo ser humano é aquela que alcança o fundamento sobre o qual o ser humano, como ser racional finito, se sustenta, determinada inteiramente pela questão do que se chama metafísico.
 +
 +**b) A Questão do Ser como Questão Fundamental do Filosofar Autêntico**
 +
 +  * A primeira filosofia possui duas direções de questionamento igualmente essenciais, mas com hierarquia própria: a pergunta pelo ente enquanto ente precede a pergunta pelo divino, pois só se compreende o ente em seu conjunto quando já se entende o que pertence ao ente enquanto tal.
 +  * Enunciar a questão fundamental da filosofia — o que é o ente enquanto ente — não equivale ainda a colocá-la de modo autêntico; é preciso desenvolvê-la segundo suas exigências internas, distinguindo o que-é (essência) e o que-é-que (existência) do ente.
 +  * A duplicidade entre essência e existência não é algo evidente por si mesmo: ambas remetem ao ser, e a origem dessa cisão reside na finitude.
 +  * A pergunta pelo ser em geral não admite definição direta; é necessário perguntar antes como algo como o ser pode ser compreensível, o que conduz ao problema mais originário da metafísica: em que consiste a finitude do ser humano.
 +  * A questão do ser não é uma propriedade arbitrária do ser humano, mas a condição originária de possibilidade do Dasein: este necessita da compreensão do ser para poder existir, e tal compreensão brota da finitude mais íntima do Dasein, embora permaneça na mais profunda esquecença.
 +  * A questão do ser tem sua raiz na essência da finitude do Dasein, e a compreensão do ser, sempre já interpretada, aponta para o tempo como horizonte de determinação.
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 +**c) Origem da Questão do Ser a partir da Compreensão do Ser**
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 +  * A compreensão do ser possui caráter de amplitude e originariedade, sendo a condição de possibilidade do Dasein no meio do ente: o Dasein depende dela, não é senhor de si mesmo e necessita dessa compreensão para existir.
 +  * O tempo é o que está na base daquilo que brota da essência mais íntima da finitude do Dasein, sendo a constituição originária do Dasein e condição de possibilidade da compreensão do ser.
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 +**d) Panorama da Historia da Metafísica**
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 +  * As determinações do ser — o sempre-ente, a substância e o que-era-ser — são compreendidas segundo modos de determinação que envolvem a prioridade, a temporalidade e a atemporalidade, com o tempo participando do que brota da finitude do Dasein.
 +  * A metafísica do Dasein como fundamentação da metafísica em seu todo exige a interpretação da finitude como temporalidade e a articulação dessa interpretação com a possibilitação da questão do ser.
 +  * Na história da filosofia, de Parmênides ao idealismo alemão, a dimensão antropológica sempre esteve presente, mas o ser humano não foi pensado a partir da temporalidade; a problemática foi se enrijecendo em saber escolar e, em Descartes, deslocada para a certeza, resultando na equação eu-sujeito-substância.
 +  * O idealismo alemão constitui metafísica, mas ao mesmo tempo desconhece a finitude: em vez de elaborá-la, busca suprimí-la, como se vê no esforço da Fenomenologia do Espírito de Hegel em conquistar o espírito como absoluto.
 +  * A compreensão mais originária aponta na direção oposta: quanto mais originária a finitude, tanto mais essencial ela é, o que implica uma transformação radical do questionamento e do próprio existir — a finitude do Dasein como acontecimento fundamental da metafísica.
 +{{tag>GA28}}