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| + | ===== §2 ===== | ||
| + | Der Deutsche Idealismus | ||
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| + | **§ 2. O esclarecimento da tendência para a antropologia** | ||
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| + | **a) A antropologia como disciplina** | ||
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| + | * A antropologia, | ||
| + | * A natureza do homem não se esgota na corporalidade: | ||
| + | * A biologia e a psicologia do homem tendem hoje a se unificar em uma única investigação abrangente, impulsionadas não apenas pela intensidade das pesquisas, mas por razões mais essenciais ligadas a um interesse que precede a própria ciência. | ||
| + | * A antropologia empírica como pesquisa científica é uma ação do próprio homem que toma a si mesmo como objeto, e o homem não pode ser indiferente a si mesmo de modo essencial, pois mesmo quem se negligencia já está assumindo uma posição determinada diante de si. | ||
| + | * Quando a psicologia investiga vontade, afetos e paixões, trata o homem como um complexo de ocorrências anímicas, descrevendo apenas como a vida anímica acontece, e não o que o homem existente como agente faz, pode fazer e deve fazer de si mesmo. | ||
| + | * A psicologia, ao abstrair do homem realmente existente para alcançar seus fins científicos, | ||
| + | * A psicologia se amplia necessariamente para uma caracterologia de indivíduos, | ||
| + | * Com essa ampliação, | ||
| + | * A pesquisa etnológica revelou que cultos e práticas religiosas são determinantes no existir humano, e toda investigação do homem reconheceu que ele é determinado pelo que os contemporâneos chamam de cosmovisão, | ||
| + | * A tendência à antropologia viva no presente não significa apenas interesse crescente pela psicologia como ciência, mas que a questão do próprio homem, do que ele é em si mesmo, está viva em sentido genuíno. | ||
| + | * Embora haja muita curiosidade, | ||
| + | * Quem busca a si mesmo não o faz como indivíduo isolado em suas propriedades, | ||
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| + | **b) A antropologia como uma tendência filosófica fundamental** | ||
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| + | * A antropologia já não designa apenas uma disciplina científica, | ||
| + | * O que propriamente caracteriza a tendência à antropologia como tendência filosófica fundamental não é apenas valorizar o homem como objeto privilegiado de conhecimento dentro do todo do ente, mas algo mais decisivo que ainda precisa ser explicitado. | ||
| + | * A questão do homem e de sua posição no todo da realidade não é apenas uma das questões que domina o acontecer humano atual, mas tornou-se a questão central, de modo que todo perguntar pelo real, seja na história, na arte ou na natureza, passa a ser referido ao homem e à sua relação com essas coisas. | ||
| + | * Em formulação extrema: o homem contemporâneo já não se interessa pela natureza em si mesma ou pela obra de arte em si, mas pela psicologia e tipologia do próprio conhecimento da natureza e das posições diante da economia. | ||
| + | * A antropologia não é apenas um conhecimento do homem e de seu lugar no todo, mas pressiona para se tornar o princípio de todo conhecimento, | ||
| + | * Tudo o que acontece está de antemão abarcado pelos tentáculos invisíveis da interpretação antropológica: | ||
| + | * A tendência à antropologia é, em última instância, a pretensão de decidir o que é real e o que não é, o que significam realidade, ser e verdade, e por isso ninguém pode subtrair-se a esse acontecimento, | ||
| + | * Porque essa tendência busca determinar o todo do existir humano em unidade com o todo do ente, ela é denominada tendência filosófica fundamental, | ||
| + | * Nenhuma época soube tanto e tão diversamente sobre o homem quanto a atual, nem apresentou esse saber de forma tão intensa e sedutora, nem o transmitiu tão fácil e rapidamente, | ||
| + | * E contudo nenhuma época soube menos o que o homem é: a agudeza radical dessa condição não está apenas em não ter resposta sobre o que é o homem, mas em não saber sequer como perguntar por ele. | ||
| + | * Na tendência à antropologia reside uma profunda insegurança que a corrói por dentro: tudo permanece referido ao homem e é ao mesmo tempo um esvaziamento de sua essência, de modo que cada resposta que surge tem razão por um instante e logo cede lugar a outra, num movimento de inquietação que é incapaz de preservar qualquer resposta como essencial. | ||
| + | * Como a explicação psicológica pretende ser o primeiro e o último critério, toda resposta sobre o ser humano é ela própria reduzida a uma explicação psicológica, | ||
| + | * Essa tendência fundamental não permite que nada conserve peso próprio, sendo um monstro que se devora a si mesmo: tudo flutua apenas provisoriamente junto a outras coisas numa superfície, | ||
| + | * Esse acontecimento fundamental não pode ser liquidado por nenhuma crítica cultural nem dissipado por nenhuma filosofia dialética da cultura, pois é algo que a história humana nunca experimentou antes, sendo o próprio e inquietante desta tendência gerar a inquietação que a impede de ter o peso que possui. | ||
| + | * Essa tendência fundamental determina explicitamente a filosofia contemporânea, | ||
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| + | **c) A ideia de uma antropologia filosófica** | ||
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| + | * Uma antropologia filosófica não pode ser apenas mais uma disciplina ao lado da lógica, da ética e da estética: como tudo o que é real é referido ao homem, ela teria de reunir em si todos os demais problemas filosóficos, | ||
| + | * Disso decorre apenas que a filosofia deve acolher todas as questões essenciais relativas ao homem, mas permanece em aberto se isso basta para trazer a tendência à antropologia a si mesma ou se a antropologia filosófica é apenas um expoente da obscuridade dessa tendência. | ||
| + | * A ideia de uma antropologia filosófica precisa ser interrogada em sua própria determinação e nos seus limites, antes mesmo de perguntar pelo que ela já alcançou, pois pode revelar uma indeterminação necessária e uma fronteira interna. | ||
| + | * Antecipar-se dizendo que a antropologia sempre existiu na filosofia não dissolve o problema, pois a pergunta pelo homem na filosofia não é necessariamente apenas antropologia, | ||
| + | * A antropologia filosófica não pode ser a disciplina fundamental da filosofia: não está claramente determinada a partir do conceito de filosofia, nem é capaz de determinar por si mesma os problemas da filosofia que, como disciplina fundamental, | ||
| + | * Embora seja produto da tendência filosófica fundamental à antropologia, | ||
| + | * Não basta colocar o homem no centro e fazer tudo passar por ele: ao contrário, o homem deve entrar essencialmente no próprio acontecimento, | ||
| + | * A tendência à antropologia não visa apenas valorizar o humano, mas reivindica a decisão sobre o que devem significar realidade, ser e verdade, o que implica querer decidir já a questão fundamental da metafísica, | ||
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