obra:ga19:2
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| + | ===== §2 ===== | ||
| + | **§ 2. Orientação sobre O Sofista de Platão a partir de Aristóteles** | ||
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| + | **a) O tema: o ser do ente** | ||
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| + | 1. O ente ([[lx> | ||
| + | * Antes da constituição do saber científico, | ||
| + | * A investigação científica precisa atravessar essas opiniões e determinações correntes de maneira penetrante, conduzindo a consideração às próprias coisas, tornando mais determinadas as concepções recebidas e conquistando, | ||
| + | * Esse movimento não é evidente para o ser-aí cotidiano (alltägliches Dasein), particularmente quando a existência grega ordinária se encontrava vinculada à linguagem, razão pela qual os diálogos platônicos mostram simultaneamente o caminho de ruptura das proposições fixadas e a dificuldade própria de Platão para alcançar efetivamente a penetração nos fenômenos. | ||
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| + | 2. A reconstrução adequada do trabalho platônico requer que se conquiste previamente, | ||
| + | * A orientação aristotélica não substitui a leitura de Platão, mas possibilita a transposição para o modo de consideração exigido pela problemática grega do ente e do ser. | ||
| + | * A interpretação deve, assim, percorrer novamente o diálogo do modo mais originário possível, reproduzindo internamente seus passos em vez de impor-lhe categorias posteriores. | ||
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| + | **b) O modo de acesso: conhecimento e verdade. Verdade — desvelamento** | ||
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| + | 3. O conhecimento constitui um modo de acesso ao ente (Seiendes) pelo qual aquilo que se encontra aberto ou descerrado ([[lx> | ||
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| + | 4. A investigação da verdade deve esclarecer conjuntamente o próprio fenômeno da verdade e aquilo que o conhecimento significava para os gregos em sua relação com o ente (Seiendes), evitando-se partir da concepção posterior segundo a qual a verdade seria simplesmente uma propriedade do conhecimento, | ||
| + | * A relação entre conhecer, verdade e ente deve ser compreendida a partir do horizonte grego no qual essas determinações surgiram, e não mediante a retroprojeção de conceitos modernos já consolidados. | ||
| + | * Aristóteles fornece o ponto decisivo de orientação porque nele se torna especialmente explícita a determinação lógica da verdade que permitirá esclarecer retrospectivamente o problema platônico. | ||
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| + | 5. A tradição lógica estabeleceu como definição corrente, apoiando-se em Aristóteles, | ||
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| + | 6. A definição da verdade como verdade judicativa possui uma legitimidade limitada, mas permanece superficial, | ||
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