obra:etem:start
Differences
This shows you the differences between two versions of the page.
| obra:etem:start [16/01/2026 05:27] – ↷ Page moved from obra:sz-st:start to obra:etem:start mccastro | obra:etem:start [18/07/2026 05:03] (current) – external edit 127.0.0.1 | ||
|---|---|---|---|
| Line 1: | Line 1: | ||
| + | ====== Être et temps (Martineau) ====== | ||
| + | ** Avant-propos du traducteur (resumo) ** | ||
| + | - A tradução integral de Ser e Tempo foi realizada entre julho de 1984 e fevereiro de 1985, sendo totalmente independente das duas tentativas parciais anteriores -- a de Henry Corbin (1937) e a de Boehm e Waelhens (1964) --, das quais nenhum leitor conseguiu, por si só, compreender ou estudar a obra. | ||
| + | - A obra foi publicada originalmente em fevereiro de 1927 e conheceu treze edições pela editora Niemeyer durante a vida do autor, além de uma edição póstuma pela Klostermann como parte da Gesamtausgabe, | ||
| + | - A escolha da edição-base para a tradução recaiu sobre a melhor versão publicada pelo próprio autor, sendo a edição da Gesamtausgabe descartada por conter cerca de 300 modificações introduzidas por editores, não pelo próprio Heidegger. | ||
| + | - As edições N1 a N13 dividem-se em dois blocos distintos -- N1-6 e N7-13 --, com o segundo contendo mais de 480 divergências em relação ao primeiro, incluindo correções ortográficas, | ||
| + | - A opção pela tradução a partir da décima edição (N10, 1963) justifica-se pelo respeito à vontade do autor e pela constatação de que as modificações introdutas a partir de N7 visam corrigir erros do texto, não reinterpretar a obra. | ||
| + | - A apresentação do volume foi deliberadamente despojada de notas exegéticas, | ||
| + | - A paginação marginal reproduzida no volume é a das edições N, consagrada convencionalmente como referência de citação, à semelhança do que ocorre com a Crítica da Razão Pura de Kant. | ||
| + | - O índice ao final do volume reúne as transposições do vocabulário técnico de Heidegger e apresenta um sistema de traduções coerente e novo, fundado na exigência de restituir sempre o mesmo termo alemão pelo mesmo equivalente francês. | ||
| + | - A manutenção do termo Dasein sem tradução não exige justificativa particular, pois o próprio Heidegger afirmou a Jean Beaufret que ele é intrinsecamente intraduzível, | ||
| + | - A tradução de vorhanden por " | ||
| + | - O argumento de Courtine baseia-se na obra Problemas Fundamentais da Fenomenologia, | ||
| + | - Courtine qualifica a distinção proposta entre " | ||
| + | - A resposta às objeções de Courtine desdobra-se em três ordens de observações -- deontológicas, | ||
| + | - O argumento tirado da tradução anterior de François Fédier em Temps et Être é improcedente, | ||
| + | - O retorno sistemático de Courtine ao sistema de Boehm e Waelhens -- mantendo transposições como " | ||
| + | - Os termos propostos por Courtine, como " | ||
| + | - Na linguagem contemporânea marcada pela técnica moderna, " | ||
| + | - A distinção entre Vorhandenheit e Zuhandenheit não é nem " | ||
| + | - Tratar a Vorhandenheit como mera " | ||
| + | - Traduzir Vorhandenheit por " | ||
| + | - O exemplo do guarda-chuva esquecido no banco traseiro do carro ilustra concretamente a distinção: | ||
| + | - A análise do guarda-chuva mostra que, ao tornar-se necessário por uma gota de chuva, o ente passa do modo de ser-sob-a-mão ao modo de ser-à-mão, | ||
| + | - A origem das complicações, | ||
| + | - O atraso extravagante com que Ser e Tempo chega ao leitor francês poderia suscitar muitos comentários sobre um " | ||
| + | - A conclusão é selada com as próprias palavras de Heidegger a Henry Corbin: a tradução transpõe o trabalho do pensamento para o espírito de outra língua, transforma inevitavelmente a obra, mas pode tornar essa transformação fecunda ao iluminar de modo novo a posição fundamental da questão -- e cada passo nesse caminho é uma bênção para os povos. | ||
