husserliana:zahavi:atencao
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| + | ====== Atenção ====== | ||
| + | //Odysseus Stone and Dan Zahavi, Bare attention, Dereification, | ||
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| + | **Atenção nua, desreificação e metaconsciência na atenção plena: uma crítica fenomenológica** | ||
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| + | **1 Introdução** | ||
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| + | 1. A aproximação recente entre fenomenologia, | ||
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| + | 2. A extraordinária expansão contemporânea da atenção plena, desde as Intervenções Baseadas em Mindfulness (MBIs) empregadas na psicoterapia até sua incorporação à educação, ao sistema de justiça criminal, ao treinamento militar, às empresas, ao mercado financeiro e a práticas cotidianas mediadas por aplicativos, | ||
| + | * A disseminação clínica e institucional da atenção plena foi acompanhada de intenso crescimento das pesquisas em psicologia clínica e neurociência cognitiva, além de uma presença cultural internacional que ultrapassa amplamente os contextos budistas. | ||
| + | * A questão decisiva não consiste simplesmente em comparar fenomenologia e atenção plena enquanto métodos de primeira pessoa, mas em examinar criticamente as concepções de experiência e de relação mente-mundo pressupostas pelo movimento contemporâneo da atenção plena. | ||
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| + | 3. A própria determinação do que seja atenção plena apresenta dificuldades metodológicas consideráveis, | ||
| + | * O movimento contemporâneo da atenção plena não deriva simplesmente de uma doutrina budista homogênea, mas resulta de múltiplas tradições e de transformações culturais iniciadas no confronto do budismo com a modernidade e o colonialismo. | ||
| + | * A concentração em apresentações populares da atenção plena permite examinar as concepções de mente e mundo que efetivamente circulam entre públicos seculares e não filosóficos, | ||
| + | * Críticas sociopolíticas dirigidas à mercantilização tardocapitalista da atenção plena, caracterizada como “McMindfulness”, | ||
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| + | 4. A enorme influência da atenção plena secularizada justifica que suas próprias formulações sejam submetidas a exame crítico, sem que isso implique generalizar as objeções a todas as tradições budistas, a todas as variedades de atenção plena ou à meditação em geral, uma vez que permanece em aberto até que ponto as críticas formuladas podem ser estendidas a práticas e concepções distintas. | ||
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| + | **2 Atenção plena na MBSR e na MBCT** | ||
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| + | 5. A compreensão contemporânea da atenção plena foi profundamente moldada pela Redução do Estresse Baseada em Mindfulness (MBSR), desenvolvida por Jon Kabat-Zinn para pacientes com condições crônicas, sobretudo dor crônica, e pela Terapia Cognitiva Baseada em Mindfulness (MBCT), desenvolvida por John Teasdale, Mark Williams e Zindel Segal para prevenir recaídas depressivas a partir de afinidades percebidas entre análises budistas do sofrimento e a terapia cognitiva de Aaron Beck. | ||
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| + | 6. A concepção de Kabat-Zinn atribui grande parte do sofrimento humano ordinário à “tirania da mente pensante”, | ||
| + | * A preocupação permanente com pensamentos, | ||
| + | * A dispersão temporal não aparece apenas como distração ocasional, mas como modo habitual de funcionamento pelo qual a experiência concreta é substituída por uma absorção na atividade mental. | ||
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| + | 7. O problema atribuído à mente pensante ultrapassa a divagação temporal, pois a própria percepção do aqui e agora seria recoberta por pensamentos, | ||
| + | * A contemplação de um pôr do sol, por exemplo, deixaria rapidamente de ser encontro direto com cores e luzes para converter-se em categorização, | ||
| + | * Os pensamentos seriam frequentemente imprecisos e pouco confiáveis, | ||
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| + | 8. A atenção plena surge, nesse contexto, como atenção não julgadora à experiência do momento presente, destinada a enfraquecer padrões psicológicos e afetivos arraigados mediante uma consciência calma e receptiva que, na interpretação budista da “atenção nua”, registraria os fatos observados sem acrescentar reação, comentário mental, autorreferência, | ||
| + | * A distinção entre ouvir sons e imediatamente nomeá-los como “sino”, “carro”, | ||
| + | * A “atenção nua” pressupõe, assim, a possibilidade de distinguir um nível primário da experiência de suas subsequentes classificações conceituais. | ||
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| + | 9. A ênfase de Kabat-Zinn na consciência não julgadora decorre da convicção de que preferências, | ||
| + | * A prática não exige necessariamente interromper o fluxo mental, mas deslocar-se para uma atitude comparável à de um observador neutro diante dos próprios pensamentos. | ||
| + | * Depois de estabilizada a atenção, pensamentos podem ser percebidos não como aquilo que determina imediatamente a realidade, mas como acontecimentos transitórios no campo consciente. | ||
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| + | 10. O problema fundamental dos pensamentos e sentimentos não estaria em sua mera ocorrência, | ||
| + | * A possibilidade de reconhecer que pensamentos não equivalem simplesmente à realidade nem ao próprio sujeito é apresentada como experiência libertadora. | ||
| + | * Embora a MBCT enfatize particularmente a ruminação, | ||
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| + | 11. A noção de descentramento foi reformulada por Antoine Lutz, Amishi Jha, John Dunne e Clifford Saron em termos de “desreificação”, | ||
| + | * Na ruminação depressiva, uma autodescrição negativa pode ser assumida como caracterização verdadeira do próprio sujeito e, assim, sustentar ou aprofundar o estado depressivo. | ||
| + | * A lembrança de um conflito passado pode ser experimentada quase como repetição presente do acontecimento e desencadear novamente uma resposta fisiológica de estresse. | ||
| + | * A representação de um alimento desejado pode adquirir presença suficiente para produzir respostas corporais, como a salivação, | ||
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| + | 12. A desreificação corresponderia à transformação pela qual pensamentos perdem sua aparente integridade representacional e passam a ser experimentados simplesmente como eventos mentais corporificados em um campo sensorial, proprioceptivo, | ||
| + | * Em praticantes iniciantes, a desreificação pode depender de uma reavaliação cognitiva explícita, como a formulação “isto é apenas um pensamento”. | ||
| + | * Em praticantes avançados, essa atitude poderia surgir espontaneamente e estabilizar-se como postura geral diante de toda experiência. | ||
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| + | **3 Atenção nua e fenomenologia da percepção** | ||
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| + | 13. As críticas à atenção plena contemporânea abrangem sua divergência em relação a certas concepções budistas clássicas, a possível eliminação indevida da avaliação ética e sua afinidade problemática com uma aceitação passiva do status quo, com a individualização do sofrimento e, consequentemente, | ||
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| + | 14. A questão fenomenologicamente decisiva concerne, porém, à plausibilidade da metafísica e da epistemologia pressupostas pela atenção plena, sobretudo à ideia de consciência não julgadora do presente, que pode ter afinidade legítima com a valorização fenomenológica da intuição e da percepção enquanto modos de doação direta e imediata do objeto, em contraste com sua reapresentação pela memória, imaginação ou pensamento simbólico. | ||
| + | * Husserl e Merleau-Ponty atribuem à percepção a capacidade de apresentar o objeto diretamente, | ||
| + | * O imperativo fenomenológico de retornar “às próprias coisas” também envolve uma recusa de permanecer apenas entre teorias, construções conceituais e significações afastadas de uma efetiva doação intuitiva. | ||
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| + | 15. A relação entre experiência perceptiva e pensamento conceitual é filosoficamente controversa tanto na filosofia ocidental quanto na filosofia budista indiana, mas deve ser rejeitada, em bases fenomenológicas, | ||
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| + | 16. A chamada “teoria filtrante da cognição” caracteriza uma epistemologia segundo a qual os processos sensoriais e discursivos ordinários, | ||
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| + | 17. A fenomenologia de Husserl, Heidegger e Merleau-Ponty rejeita a hipótese de que a experiência comece por dados sensoriais desprovidos de significado, | ||
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| + | 18. Mesmo que MBSR e MBCT não pretendam defender explicitamente a percepção de sensações puras, sua oposição recorrente entre experiência direta e pensamento conceitual tende a tratar este último como camada deformadora, | ||
| + | * As coisas são imediatamente experienciadas como úteis, belas, ameaçadoras, | ||
| + | * Caso toda significação surgisse somente com a predicação conceitual, permaneceria incompreensível como aquilo que é percebido poderia orientar sua posterior articulação linguística. | ||
| + | * A expressão conceitual e linguística pode, portanto, constituir uma consumação ou explicitação da experiência, | ||
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| + | 19. A percepção humana é inevitavelmente configurada por sentimentos, | ||
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| + | 20. A defesa da atenção plena poderia responder que essa riqueza caracteriza a experiência ordinária, ao passo que a prática meditativa possibilitaria uma experiência extraordinária capaz de proporcionar encontro mais profundo e imediato com a realidade. | ||
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| + | 21. A pretensão de integrar a atenção plena a atividades comuns, como lavar pratos ou roupas, torna contudo problemática a hipótese de uma experiência desprovida da estrutura do “como”, pois a própria orientação prática cotidiana exige que objetos e acontecimentos sejam imediatamente percebidos como algo significativo e relacionado a possibilidades de ação. | ||
| + | * A prática informal inserida na vida cotidiana ocupa posição central na MBSR, de modo que os benefícios terapêuticos da atenção plena deveriam manifestar-se justamente fora da situação meditativa formal. | ||
| + | * Um mestre zen precisa perceber determinadas linhas na parede como uma porta, certos sons como uma pergunta e outros como um sino de meditação para agir adequadamente em seu ambiente. | ||
| + | * Uma situação de incêndio precisa ser imediatamente experienciada como incêndio, ameaça, exigência de ação, ocasião para evacuar outras pessoas e acontecimento sobre o qual determinadas intervenções são possíveis, pois a eliminação dessas significações tornaria impossível qualquer resposta espontânea eficaz. | ||
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| + | 22. A insistência em uma consciência exclusivamente centrada no presente entra igualmente em tensão com a importância fundamental atribuída pela fenomenologia à temporalidade, | ||
| + | * As estruturas temporais não constituem acessórios acrescentados à percepção, | ||
| + | * A coerência e a significatividade do mundo dependem da capacidade de percorrer temporalmente situações nas quais passado, presente e futuro se interpenetram. | ||
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| + | 23. A crescente importância atribuída por Husserl à historicidade mostra que existir historicamente não significa apenas ocupar um ponto cronológico, | ||
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| + | 24. A existência humana é também social e histórica porque desde sempre se desenvolve entre outros, aprende com eles modos compartilhados de perceber o normal e participa de tradições transmitidas através de gerações, de maneira que o mundo humano se constitui por passados individuais sobrepostos e por passados coletivos pertencentes a grupos e comunidades, | ||
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| + | **4 Desreificação, | ||
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| + | 25. Uma ambiguidade fundamental da literatura sobre atenção plena consiste em não distinguir adequadamente entre os objetos da experiência e os atos subjetivos de experienciar, | ||
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| + | 26. A mesma ambiguidade reaparece nas noções de descentramento e desreificação, | ||
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| + | 27. Se o verdadeiro alvo da desreificação forem os objetos intencionais, | ||
| + | * Para Husserl, o objeto que aparece perceptivamente não pode ser identificado com o ato de percebê-lo, | ||
| + | * A árvore pode ser verde, possuir determinado peso, receber enfeites e perder suas folhas ou agulhas, ao passo que o ato perceptivo não possui cor nem peso e não pode receber as mesmas determinações físicas. | ||
| + | * A diferença decisiva consiste ainda em que a árvore não é consciência de alguma coisa, enquanto a percepção é essencialmente percepção de algo. | ||
| + | * Ver, ouvir, recordar, imaginar, pensar, odiar e temer são atos dirigidos a algo, e essa direcionalidade ou “ser acerca de” caracteriza a intencionalidade da consciência. | ||
| + | * Por ser intencional, | ||
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| + | 28. O fenomenalismo combatido por Husserl reaparece não apenas em certas concepções de descentramento e desreificação, | ||
| + | * Nessa perspectiva, | ||
| + | * A experiência seria “transparente” porque sua natureza representacional construída não aparece como tal, fazendo com que o modelo interno do mundo seja vivido imediatamente como realidade dada. | ||
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| + | 29. A caracterização da desreificação como “opacificação fenomenal” aproxima explicitamente certas teorias contemporâneas da meditação do representacionalismo, | ||
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| + | 30. A tese de que o mundo experienciado é uma construção mental conduz a consequências ontológicas extremas, pois não apenas artefatos culturais e objetos naturais, mas acontecimentos históricos, | ||
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| + | 31. A magnitude dessas consequências transfere aos defensores da desreificação um pesado ônus argumentativo, | ||
| + | * O neurorepresentacionalismo radical procura justificar uma concepção semelhante apelando à evidência neurocientífica, | ||
| + | * No contexto da atenção plena, a desreificação é apresentada antes como “insight metacognitivo”, | ||
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| + | 32. A fundamentação da desreificação na metacognição ameaça tornar-se autodestrutiva, | ||
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| + | 33. Uma possível resposta distingue uma metaconsciência intermitente, | ||
| + | * A modalidade não dual de metaconsciência seria distinta da metacognição reflexiva ordinária precisamente por não objetificar representacionalmente aquilo de que se torna consciente. | ||
| + | * Essa distinção oferece uma possível resposta à regressão crítica, desde que se aceite que a desreificação fundamental depende dessa forma não representacional de consciência. | ||
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| + | 34. A solução baseada na metaconsciência não dual exigiria, entretanto, abandonar a ideia de que a desreificação possa ser validamente alcançada por metacognição representacional, | ||
| + | * A passagem de um estado não dual para conceitos como “desreificação” e “não dualidade” reintroduz inevitavelmente a metacognição proposicional. | ||
| + | * A dificuldade é particularmente grave porque as consequências metafísicas atribuídas à desreificação são amplas demais para que sua articulação conceitual possa ser tratada como questão secundária. | ||
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| + | 35. A oposição radical entre formas representacionais e não representacionais de metaconsciência pode ser excessiva, pois a fenomenologia já oferece um modelo alternativo de continuidade semelhante àquela existente entre experiência pré-predicativa e experiência conceitualizada: | ||
| + | * A reflexão não precisa ser concebida nem como cópia fiel e integral da experiência originária nem como distorção irremediável daquilo que foi vivido. | ||
| + | * A posição fenomenológica intermediária reconhece que toda reflexão envolve simultaneamente ganhos e perdas em relação à experiência pré-reflexiva. | ||
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| + | 36. A reflexão fenomenológica permanece condicionada pelo que é vivido pré-reflexivamente e deve responder aos fatos experienciais, | ||
| + | * Reconhecer continuidade entre certas formas de autoconsciência reflexiva e experiência pré-reflexiva tornaria possível transformar experiência em conhecimento articulado sem tratá-la como mera falsificação. | ||
| + | * Essa concessão, porém, enfraqueceria diretamente a tese de que a atividade intencional e conceitual deve ser globalmente encarada como mecanismo reificador e distorcivo. | ||
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| + | **5 Conclusão** | ||
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| + | 37. A concepção contemporânea de atenção plena incorpora propostas metafísicas e epistemológicas segundo as quais pensamentos discursivos, | ||
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