husserliana:schnell:realidade:ser-humano
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| + | ====== SER HUMANO ====== | ||
| + | //SCHNELL, Alexander. Wirklichkeitsbilder. Tübingen: Mohr Siebeck, 2015.// | ||
| + | **O Ser Humano** | ||
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| + | * Algumas reflexões sobre a fundamentação de uma nova antropologia fenomenológica serão desenvolvidas, | ||
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| + | **I. Abordagens Recentes de uma Antropologia Filosófica** | ||
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| + | **1. A Antropologia da Filosofia de Jean-Christophe Goddard** | ||
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| + | * Em Violence et subjectivité, | ||
| + | * Para nomear essa figura, Goddard introduz a expressão " | ||
| + | * Goddard relaciona esse conceito à teoria fichtiana do " | ||
| + | * Essa teoria é marcada por dois aspectos fundamentais: | ||
| + | * O " | ||
| + | * Em Heidegger, na análise da estrutura temporal do existencial do " | ||
| + | * A proximidade sistemática de Heidegger e Fichte, embora historicamente difícil de demonstrar, é aqui evidente ao menos no plano sistemático. | ||
| + | * Goddard reencontra essa figura na filosofia francesa contemporânea fortemente influenciada por trabalhos antropológicos, | ||
| + | * O " | ||
| + | * Esse sujeito " | ||
| + | * O projeto de uma " | ||
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| + | **2. O "Fato Antropológico" | ||
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| + | * O conceito de " | ||
| + | * O primeiro problema diz respeito à constituição da objetividade: | ||
| + | * O sujeito não habita um mundo imutável e concordante, | ||
| + | * A objetividade é possível apenas graças à re-lembrança (Wiedererinnerung), | ||
| + | * Husserl já havia concedido à re-lembrança um papel decisivo na constituição do " | ||
| + | * Para Blumenberg, o sujeito precário pertence a um mundo instável; a consciência é uma consciência " | ||
| + | * A concordância da experiência (isto é, a correspondência entre o sujeito e seu ambiente) funda-se na correlação entre autoestabilização e autorregulação no lado noético e essa concordância " | ||
| + | * Um ser vivo dotado de consciência é muito mais vulnerável e menos resistente do que um organismo inteiramente orientado para a autopreservação; | ||
| + | * O segundo problema é o da ruptura no seio do próprio sujeito: Blumenberg critica duramente o " | ||
| + | * A capacidade reflexiva não é fonte de uma " | ||
| + | * Blumenberg: "O que é exercitado e apropriado não é a reflexão como tal -- tal como já devia ser exercida segundo o princípio de correlação de ato e conteúdo de ato --, mas sua concentração no domínio de origem heterogêneo, | ||
| + | * Blumenberg propõe uma gênese da capacidade de reflexão como ponto central de sua antropologia fenomenológica: | ||
| + | * O imperativo antropológico blumenberguiano da autopreservação: | ||
| + | * A visibilidade, | ||
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| + | **3. A Antropologia Fenomenológica de Marc Richir** | ||
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| + | * Os primeiros esboços da antropologia fenomenológica de Richir datam do final dos anos 1990, mas foram concretizados mais tarde, nos Fragments phénoménologiques sur le temps et l' | ||
| + | * A dissolução da " | ||
| + | * Em sua resposta positiva à questão do que caracteriza o ser humano, Richir destaca primeiro o " | ||
| + | * A fundação do "ser humano" | ||
| + | * O ser humano é, segundo essa determinação, | ||
| + | * Em vez de ver na reflexão um " | ||
| + | * A reflexão ela mesma só é possibilitada por essa distância do si mesmo a si mesmo, irredutível, | ||
| + | * Com esse " | ||
| + | |||
| + | **II. Homo Imaginans** | ||
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| + | * A filosofia produziu diversas definições conhecidas do ser humano -- " | ||
| + | * O ser humano é "homo imaginans" | ||
| + | * " | ||
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| + | **1. As Três Funções Imagéticas do "homo imaginans" | ||
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| + | * A primeira função imagética é a " | ||
| + | * A imagem designa, em um primeiro sentido, a " | ||
| + | * A imagem assim entendida está aquém da distinção entre consciência e inconsciente; | ||
| + | * O status ontológico desse " | ||
| + | * A significação do aparente não é " | ||
| + | * A segunda função imagética é a " | ||
| + | * A reflexão não designa o fato de um sujeito retornar sobre si mesmo, mas inclui a abertura de uma distância e a descoberta de um si mesmo (que até então se exprimia apenas implicitamente); | ||
| + | * Refletir sobre o mundo equivale à abertura de uma distância que se revela como uma distância do si mesmo frente a si mesmo; mas essa reflexão não é uma reflexão de um sujeito sobre algo, e sim uma autorreflexão (interiorizada) da imagem, da primeira imagem (sobre e em si mesma). | ||
| + | * Primeira tese fundamental: | ||
| + | * A questão fundamental da antropologia fenomenológica não é como um sujeito humano pode relacionar-se com o mundo, mas como essa função imagética pode se individualizar em um indivíduo humano. | ||
| + | * Para que a unidade buscada se instale, a primeira imagem deve se retirar ou se subtrair; reencontramos aqui o duplo aspecto " | ||
| + | * A segunda função imagética produz ao mesmo tempo uma aniquilação (do mundo em sua suposta estabilidade, | ||
| + | * A terceira função imagética é a " | ||
| + | * Segunda tese fundamental: | ||
| + | * O "poder da generatividade" | ||
| + | * A consciência humana -- não no que diz respeito à sua estrutura dada, mas ao que a torna possível e ao que ela pode trazer à aparição -- é marcada por seu " | ||
| + | |||
| + | **2. Ser Humano, Realidade e Si Mesmo** | ||
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| + | * A questão do correlato (" | ||
| + | * Terceira tese fundamental: | ||
| + | * Esse último ponto elucida o status do "si mesmo" na primeira função imagética (que ali permanecera ambíguo): o si mesmo contribui para a constituição do real aparente, entrando constitutivamente no campo fenomenológico " | ||
| + | * Assim como esse esboço de antropologia fenomenológica aciona três funções imagéticas do "homo imaginans" | ||
