husserliana:morujao:1961-problematicidade-e-apodicidade-do-mundo
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| + | ====== Morujão (1961) – Problematicidade e apodicidade do mundo ====== | ||
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| + | //Alexandre Fradique Morujão, Significado e Estrutura da Redução Fenomenológica. Biblos LVI | ||
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| + | ////§ 20. Problematicidade e apodicidade do mundo// | ||
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| + | Os capítulos anteriores tiveram por finalidade apresentar o processo do pensamento husserliano que culmina nas teses das Meditações Cartesianas. O objetivo inicial da meditação de Husserl fora, incontestavelmente, | ||
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| + | A redução fenomenológica outra coisa não visa que não seja preparar o terreno onde a ciência rigorosa da filosofia se vai estabelecer. Esse rigor científico é extraído de uma ideia geral da ciência, derivada das disciplinas científicas existentes; embora não se possa estabelecer identidade entre as ciências realmente dadas como fato cultural e ciência no ' | ||
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| + | Da evidência adequada distingue Husserl, nas Meditações Cartesianas, | ||
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| + | A evidência apodítica, que sirva de base ou ponto de partida para a fenomenologia, | ||
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| + | Se a redução fenomenológica vai pôr entre parêntesis esse dubitandum, significa isto que, relativamente à realidade mundo, se deve suspender todo o juízo existencial; | ||
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| + | O objeto real, transcendente, | ||
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| + | Esta noção de problematicidade da evidência relativa à existência do mundo é fruto da via cartesiana utilizada por Husserl na redução fenomenológica. A exigência de um ponto de partida apodítico conduziu a uma filosofia da consciência ou da subjetividade, | ||
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| + | Sendo assim, o cogito husserliano beneficia certamente cie uma evidência apodítica, mas diferente da que se encontra no cogito de Descartes. Após a redução, conserva-se o mundo a título de correlato permanente, descritível e necessário. Certo é que, relativamente ao mundo, me abstenho de qualquer afirmação, | ||
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| + | Esta nova noção de mundo que a consciência, | ||
