husserliana:morujao:1961-mundo-como-horizonte-e-mundo-como-substrato
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| + | ====== Morujão (1961) – Mundo como horizonte e mundo como substrato ====== | ||
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| + | //Alexandre Fradique Morujão, Significado e Estrutura da Redução Fenomenológica. Biblos LVI// | ||
| + | //Capítulo IV O PROBLEMA FENOMENOLÓGICO DO MUNDO// | ||
| + | //§ 21. Mundo como horizonte e mundo como substrato// | ||
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| + | A análise do modo de se dar da coisa material ou, correlativamente, | ||
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| + | O vocábulo horizonte indica já que o mundo não pode ser compreendido como um sistema neutral de relações, mas que se estrutura em função de um ponto central onde se localiza o ente percepcionado, | ||
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| + | Se prolongarmos as análises sobre o horizonte, quer sob o aspecto de horizonte interno ou de horizonte externo, verificamos que se encontra entretecido com o chamado horizonte temporal. Mais rigorosamente, | ||
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| + | Outra estrutura a considerar diz respeito à necessária limitação de qualquer horizonte por outro mais vasto; em especial, temos a distinguir entre horizonte de coisas conhecidas e horizonte de coisas desconhecidas. Normalmente diz-se que algo é conhecido quando já anteriormente tomamos contato com ele e, perante qualquer coisa nova, o conhecimento desta é relativo àquilo que se obtém por transposição aperceptiva de algo anteriormente apresentado. Considerado o mundo como horizonte de todos os entes individuais, | ||
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| + | Qualquer horizonte de dados prévios determinados e progressivamente a determinar está necessariamente rodeado por um outro horizonte do entes indeterminadamente abertos, de zonas (Spielräume) desconhecidas de entes que se movimentam no espaço e na espácio-temporalidade. E esse horizonte de dados determinados e a determinar consiste na possibilidade de progressão de um âmbito atual de experiência para outro, de determinada pré-figuração (Vorzeichung) para outra, mas de modo a que o despertar real e possível das zonas de horizonte se dê gradualmente; | ||
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| + | Todo o objeto possui, como vimos, os respectivos horizontes interno e externo próprios. Se prolongarmos as análises, tomando como fio condutor esses horizontes, observamos que os horizontes das diferentes objetividades se encontram implícitos uns nos outros, em implicações cada vez mais complexas que, no limite último, exprimem um horizonte total. É a este horizonte total, de certo modo horizonte de horizontes que Husserl denomina mundo. Sempre que incidirmos a nossa atividade sobre um objeto, seja em atitude prática, seja em teórica, fazemo-lo no âmbito de um horizonte e, por conseguinte, | ||
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| + | Esta interpretação do mundo como horizonte de cada um dos atos e, consequentemente, | ||
