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| + | ====== Filosofia como ciência rigorosa ====== | ||
| + | //HUSSERL, Edmund; BUHOT DE LAUNAY, Marc. La philosophie comme science rigoureuse. Paris: Presses universitaires de France, 1989.// | ||
| + | **Apresentação** | ||
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| + | * O ensaio de Husserl que se vai ler participa de um gênero clássico, manifesto e exposição doutrinal ao mesmo tempo, sendo tentador aproximá-lo do Discurso do método por sua função de traçar um balanço geral da filosofia e diagnosticar uma crise, propondo reorientação; | ||
| + | * menção à carta de Husserl a Rickert, de 21 de novembro de 1912 | ||
| + | * o texto de Husserl não está na origem de uma língua de especialidade, | ||
| + | * Husserl considerava a obra antes uma vulgarização, | ||
| + | * o texto oferece apenas um pálido esboço das Investigações lógicas e do trabalho realizado entre 1901, data da segunda parte das Investigações lógicas, e 1911, período em que Husserl publicou apenas resenhas e contribuições ao dicionário de Lalande | ||
| + | * Por mais justificados que sejam os argumentos que ponderam e restringem o alcance filosófico deste texto, seria injusto não constatar que ele representou, | ||
| + | * a questão do historicismo, | ||
| + | * cita-se como continuidade dessas discussões o livro de E. Troeltsch, L' | ||
| + | * cita-se as tentativas da Escola de Frankfurt, nos anos 1930, de sustentar a constelação do mundo vivido | ||
| + | * cita-se o ataque mais recente ao neopositivismo em La Controverse sur le positivisme, | ||
| + | * cita-se a obra de Gadamer, que se esforça por manter a legitimidade da hermenêutica retomando Dilthey | ||
| + | * cita-se a radicalização crítica, por Heidegger, da interrogação sobre o sentido mesmo da filosofia | ||
| + | * As reações imediatas à publicação do único artigo que Husserl publicaria em Logos vieram de Rickert, de Simmel e sobretudo de Dilthey, que era nomeadamente posto em causa | ||
| + | * Rickert havia convidado Husserl a dar um texto à revista, conforme cartas de Husserl a Rickert de 25 de janeiro de 1910 e de Rickert a Husserl de 28 de junho de 1911 | ||
| + | * Simmel escreveu carta a Husserl em 13 de março de 1911 | ||
| + | * Husserl procurou, em sua resposta de 5-6 de julho de 1911, atenuar o ressentimento de Dilthey, propondo publicar uma nota em Logos, nota que jamais viria a ser publicada, e assegurando que a análise fenomenológica se apoia na estrutura e na tipicidade das grandes formações culturais que Dilthey havia mostrado pela primeira vez | ||
| + | * Dilthey morreu em 1º de outubro de 1911 sem que houvesse verdadeira reconciliação entre as duas perspectivas | ||
| + | * no curso do semestre de verão de 1925, Psychologie phénoménologique, | ||
| + | * A presente tradução tem como único mérito, em relação à de Quentin Lauer publicada em 1954, ter-se beneficiado não apenas desse primeiro trabalho, mas de toda a recepção husserliana das três últimas décadas, reconhecendo nisso a única justificativa do estabelecimento rigoroso do texto e de suas notas marginais por Th. Nenon e H. R. Sepp, no âmbito da edição das Husserliana | ||
