husserliana:fink:teoria-do-sujeito:2
Differences
This shows you the differences between two versions of the page.
| husserliana:fink:teoria-do-sujeito:2 [11/02/2026 03:42] – created - external edit 127.0.0.1 | husserliana:fink:teoria-do-sujeito:2 [11/09/2026 03:54] (current) – external edit 127.0.0.1 | ||
|---|---|---|---|
| Line 1: | Line 1: | ||
| + | ====== REFLEXÕES FENOMENOLÓGICAS SOBRE A TEORIA DO SUJEITO (3) (1990) ====== | ||
| + | |||
| + | |||
| + | |||
| + | ==== Le statut du phénoménologique ==== | ||
| + | |||
| + | === ÉPOKHÈ n. 1 === | ||
| + | |||
| + | //Ao dizer “eu” (Ich-Sagen), | ||
| + | |||
| + | * No dizer Eu (// | ||
| + | * A consciência de si tem a estrutura de um surpreendente " | ||
| + | * O Eu não " | ||
| + | * O Eu só é existente como certeza de si. | ||
| + | * Isso pode parecer confuso, pois todo mundo vive com a ideia de que o Eu também é quando dorme, quando não sabe nada de si. | ||
| + | * No estado de vigília, o "eu penso" certamente " | ||
| + | * A consciência do Eu como momento de vigília de minha vida tem a particularidade de que o saber e o conteúdo de consciência são inseparáveis. | ||
| + | * Deve-se manter a consciência de mim e o Eu à distância? Deve-se distinguir o " | ||
| + | * Com essa distinção, | ||
| + | * Sócrates, o homem, a pessoa, esse ser vivo, esse original que inicia um diálogo questionador e irritante com todos que encontra em seu caminho, o mesmo que dorme à noite nos braços de Xantipa, é, contudo, um ente que em estado de vigília pode dizer a si mesmo " | ||
| + | * Mas o que isso quer dizer: ele é um Eu? Pode-se ser um Eu sem saber-se como Eu? O " | ||
| + | * A compreensão cotidiana não distingue nitidamente o " | ||
| + | * Ela toma o Eu e o mesmo superficialmente e aproximadamente como se fossem a mesma coisa, e não chega a nenhuma definição clara da consciência de si nem do ser-si. | ||
| + | * Todo o problema de saber como ser e consciência se relacionam um ao outro é falhado. | ||
| + | * A ideia é que o homem seja uma coisa que diz " | ||
| + | * A individualidade do homem é compreendida a partir do princípio do Eu, sem que isso leve a uma reflexão sobre a egoicidade em si. | ||
| + | * No entanto, a egoicidade nunca é, na verdade, um saber que uma coisa animada tem de si mesma; na consciência do Eu, não há uma " | ||
| + | * A crítica kantiana à doutrina metafísica da alma que, a partir da permanência do sujeito que se conhece a si mesmo, a partir do caráter prévio do "Eu que deve poder acompanhar todas as minhas representações", | ||
| + | * Mas essa crítica extrai precisamente sua validade principial do solo da metafísica da consciência. | ||
| + | * Pelo fato de a metafísica dogmática da alma ter se instalado de forma semelhante nesse solo, na medida em que tomou a consciência-de-mim como base do que ela estabelece, é que ela é refutada. | ||
| + | * Mas é uma questão totalmente diferente saber se, por exemplo, a teologia é capaz de obter, assegurar e expor seu conceito de alma recorrendo à consciência de mim, ou se não há outros fenômenos, talvez mais fundamentais, | ||
| + | * O saber de si mesmo do Eu nunca é e em lugar algum um saber que é " | ||
| + | * Não se pode fazer aqui a distinção completa entre o ser e o ser-consciente, | ||
| + | * Dissemos anteriormente: | ||
| + | * Elas são o que são, em si, independentemente de nosso conhecimento e de nossa percepção. | ||
| + | * A árvore sai da terra, a pedra jaz no cascalho da encosta, a nuvem navega no vento do céu. | ||
| + | * Pode acontecer que esses entes entrem sob o olhar do homem e se tornem para ele um ente conhecido. | ||
| + | * Mas para o ser próprio da árvore, da pedra e da nuvem, isso manifestamente não faz diferença. | ||
| + | * Eles permanecem o que são, o que eram antes de serem conhecidos e o que continuarão a ser depois, tornar-se conhecido não os muda, isso não diz respeito ao seu ser. | ||
| + | * O conhecimento lhes permanece " | ||
| + | * É importante se o ente se mostra efetivamente, | ||
| + | * É com tais reflexões e escrúpulos que formulamos os pontos de partida dos problemas do conhecimento. | ||
| + | * Partimos da diferença massiva entre " | ||
| + | * Isso acontece quando se coloca a questão de saber de onde podemos simplesmente saber algo do ser em si de uma coisa que deve ser independente do saber, ou ainda a questão do saber como " | ||
| + | * A base da diferença massiva entre " | ||
| + | * Para a pedra, a árvore, a nuvem, tornar-se conhecido é exterior, isso lhes advém de fora. | ||
| + | * A pedra, a árvore e a nuvem não são determinadas em seu ser pelo saber. | ||
| + | * Sua objetividade depende de condições de conhecimento, | ||
| + | * Há incontavelmente numerosas coisas que nenhum olho humano viu, nenhum ouvido humano ouviu, nenhuma mão humana tocou; "há mais coisas entre o céu e a terra do que nossa escolástica pode sonhar" | ||
| + | * Isso não caracteriza apenas a relação habitualmente vista entre Ser e Saber, a saber, que o domínio do ente supera em muito o ente tornado objetivo para nós, mas também e sobretudo que justamente o ser das coisas precede seu ser conhecido. | ||
| + | * O que deve ser conhecido deve, antes de tudo, já ser, o conhecimento depende do ser e não o ser do conhecimento. | ||
| + | * E, por fim, o ser é em última instância impenetrável para o conhecimento; | ||
| + | * Esses momentos são, portanto: o transbordamento do ente para além do círculo do conhecimento, | ||
| + | * Esses três momentos se tornaram as pressuposições fundamentais e tácitas com as quais operamos habitualmente. | ||
| + | * Essa pressuposição operativa (que na realidade necessitaria de um exame ontológico) constitui também quase sempre a base que se dá por certa para a compreensão da consciência de si. | ||
| + | * Ou seja, o saber de si mesmo que o Eu tem é tomado como se fosse o saber de um ente que subsistiria em si independentemente; | ||
| + | * O Eu é tomado como uma coisa sobre a qual uma consciência se desenvolve. | ||
| + | * Mas isso não aponta apenas para uma impropriedade, | ||
| + | * O erro é muito mais grave. | ||
| + | * Deve-se lembrar que a unidade do Eu não é uma " | ||
| + | * Assim, compreender o Eu segundo o esquema de um objeto significa: subordinar a condição ao condicionado e, assim, nivelar a coesão condição-condicionado (// | ||
| + | * A consciência de si egóica nunca pode ser legitimamente interpretada à imagem diretriz do saber objetivo, e isso quer dizer: nunca à imagem diretriz do saber de um ente alheio ao eu; e isso significa, de novo: nunca à imagem diretriz de uma divisão que se dá por certa entre Ser e Saber. | ||
| + | * A consciência egóica nunca é o saber de algo que seja "em si" um Eu. | ||
| + | * Ser Eu só é no saber de si como Eu. | ||
| + | * Ser e Saber não podem aqui de forma alguma se separar, sendo aqui originalmente uma única e mesma coisa. | ||
| + | * Falha-se também nessa surpreendente coincidência do Ser e do Saber na consciência egóica quando se faz a consciência egóica decorrer da reflexão, e isso significa, novamente, tomá-la como uma consciência de objeto invertida. | ||
| + | * Mas a reflexividade é, antes, um fenômeno originário do Eu. | ||
| + | * Tentou-se indicá-lo partindo das formas repetitivas da reflexão. | ||
| + | * No emaranhamento reflexivo se manifesta a liberdade verdadeira do Eu de se multiplicar em si mesmo sem perder sua unidade e sua identidade. | ||
| + | * O Eu se revela aqui um livre jogo, que forma seu próprio espaço. | ||
| + | * O Eu nunca é algo apenas " | ||
| + | * Na reflexividade, | ||
| + | * No espaço de jogo das reflexões do Eu, esboça-se, contudo, na interpretação da consciência do homem, um reflexo da liberdade extática original do ser-aí humano. | ||
| + | * Mas a essência mais original do ser-si requer um acesso que vai mais fundo que o mero sujeito consciente humano. | ||
| + | * Contudo, esse acesso "mais profundo" | ||
| + | * O " | ||
| + | * É muito mais importante penetrar bem no ponto de partida do sujeito consciente para poder superá-lo. | ||
| + | * A expressão " | ||
| + | * Pode-se tomá-la em um sentido primitivo, mas também em um sentido filosoficamente significativo. | ||
| + | * A consciência de si, o Eu e sua reflexividade são primeiramente um fenômeno, na verdade um fenômeno que não se apreende tão facilmente. | ||
| + | * Mas sob o mesmo título, pode-se também designar um problema especulativo de um peso muito grande. | ||
| + | * Na consciência egóica, Ser e Saber coincidem. | ||
| + | * O Eu não é primeiro, para só depois se tornar consciente; ele só é no saber e não é fora do saber. | ||
| + | * E, além disso, o saber não lhe advém de fora, não lhe é indiferente como o é para a nuvem ou a pedra. | ||
| + | * O saber é seu ser e seu ser é seu saber de si. | ||
| + | * O saber lhe é essencial e pertence à sua natureza. | ||
| + | * Encontramos assim no Eu o ponto eminente no todo do mundo, onde Ser e saber são inseparavelmente uma única e mesma coisa. | ||
| + | * E esta é a chave graças à qual toda a metafísica moderna chega a uma determinação do ser e a uma interpretação do ente em seu ser. | ||
| + | * A filosofia antiga permaneceu desde Parmenides sob o encanto da identificação ontológica fundamental entre Ser e pensamento (//Noein// e //Einai//). | ||
| + | * Mas //Noein// era então a essência essencial do Nous, que era primeiro um poder (//Macht//) cósmico e não um poder humano. | ||
| + | * A razão era razão do mundo, o fogo que tudo ilumina, por assim dizer o sol no todo do mundo, que coloca cada coisa singular em seu contorno, lhes dá aparência (// | ||
| + | * O Nous é o poder que põe em ordem e coloca cada coisa, que instaura o ente no todo, que governa, orienta e conduz tudo. | ||
| + | * O //Agathon// platônico, a ideia do Bem, que como tal é a Ideia de todas as Ideias, é simbolizado na imagem do sol. | ||
| + | * O poder do //Agathon// que instaura o mundo é o ser em obra do Nous, que persuade a // | ||
| + | * O Nous é o artesão do mundo. | ||
| + | * O pensamento humano é apenas uma participação no Nous do mundo, assim como a alma humana é apenas o momento parcial e finito da alma do mundo. | ||
| + | * Em Sextus Empiricus, a representação fundamental que domina a filosofia antiga no que tange à relação do homem finito e do racional no mundo, encontra sua explicitação (que se relaciona a Heráclito) na vigília e no sono. | ||
| + | * Estar desperto é a abertura ao Logos do mundo, à Razão do mundo, ao passo que o sono é fechamento contra: "Pois no sono os caminhos do sentimento estão fechados e o entendimento que está em nós, está isolado, fora de sua união com o que o cerca..." | ||
| + | * "Mas naquele que vigia o entendimento recebe o poder lógico pela via das sensações, | ||
| + | * Ser razoável, a Razão individual, só existe em relação e em ligação com a Razão cósmica. | ||
| + | * Hoje, chegamos a ver no pensamento de uma Razão do mundo apenas uma relíquia mítica ou um ídolo de si da Razão humana, uma ampliação utópica no delírio para fugir à finitude. | ||
| + | * A crítica hegeliana do século XIX, sobretudo na escola hegeliana, tentou incessantemente reduzir esse misterioso Espírito do mundo a uma medida humana. | ||
| + | * Mas justamente tal reversão antropológica do " | ||
| + | * O homem perdeu sua ligação com o todo do mundo. | ||
| + | * As razões da proveniência do niilismo europeu remontam muito longe: é preciso buscá-las na ascensão das categorias " | ||
| + | * Os neutros fundamentais da ontologia antiga – o //apeiron// de Anaximandro, | ||
| + | * O que é pessoal não é uma categoria mais elevada do que o " | ||
| + | * E a mundanidade impessoal não tem nada de uma objetividade que já encerraria uma relação com o sujeito. | ||
| + | * Na metafísica moderna, cumpre-se a tendência ontológica à subjetivação em curso na antiguidade tardia, reforçada por temas cristãos. | ||
| + | * A substancialidade da substância será interpretada a partir da subjetividade do sujeito. | ||
| + | * O modelo fundamental do ente (no sentido próprio) será o Eu que se sabe a si mesmo. | ||
| + | * O ser puro e simples passa sob a ótica da consciência, | ||
| + | * Isso, claro, não designa um " | ||
| + | * Mas o sujeito humano se torna a " | ||
| + | * Essa característica pode se interpretar de diversas maneiras, mas a explicitação do homem representa a cada vez o " | ||
| + | * A razão determinante que fixou o ponto de partida da ontologia fundamental moderna no homem não é, ao menos acredita-se, | ||
| + | * O tema da certeza, a preponderância da " | ||
| + | * Contudo, o tema fundamental parece ser aqui ainda a forma parmenidiana do problema do Ser: a identidade (// | ||
| + | * O pensamento não é mais compreendido como um poder cósmico, ele se " | ||
| + | * O pensamento tem a maneira de ser do sujeito. | ||
| + | * E se se quisesse guardar a fórmula de Parmenides, isso só poderia ser feito se o ser de todo ente fosse interpretado a partir da base da subjetividade. | ||
| + | * Mas ser e pensamento são " | ||
| + | * O Eu não " | ||
| + | * Mais ainda: no ato livre, o Eu também se experimenta como fonte do ser próprio, ele se realiza efetivamente na medida em que o quer. | ||
| + | * Querer é, assim, autoposição, | ||
| + | * Em todos os outros saberes, no saber das coisas estranhas, pensamento e ser se separam manifestamente; | ||
| + | * Na consciência de si egóica, a identidade (// | ||
| + | * Isso fornece a posição do problema a ser resolvido: progredir do modelo fenomenal da identidade do ser e do saber no Eu até uma interpretação principial do ser de todo ente, que faria justiça à identidade parmenidiana também no terreno modificado de um novo conceito de pensamento. | ||
| + | * Isso significa: fazer da consciência de si o ponto de ancoragem da metafísica. | ||
| + | * E isso implica a seguinte tarefa: interpretar a consciência do ente que não é um eu, a consciência, | ||
| + | * A tarefa é tomar a consciência de objeto como uma forma da " | ||
| + | * Essa tarefa constitui o programa da filosofia moderna, de Descartes até Hegel. | ||
| + | * Onde se encontra, de fato, em última instância, para Descartes, o privilégio do "//Ego cogito// | ||
| + | * Atua-se no cerne mesmo de sua posição metafísica quando se busca determiná-la também a partir do conceito de verdade da nova ciência da natureza que se forma então, ou de acordo com sua //regula generalis// segundo a qual a verdade do verdadeiro se encontra na "// | ||
| + | * Descartes não é apenas a tendência a pré-ordenar uma " | ||
| + | * Todos esses temas são inegavelmente cartesianos, | ||
| + | * Remete-se habitualmente à dúvida, a um ensaio de dúvida universal no qual Descartes tenta ver se o ente resiste, examinando com o martelo do pensamento se o ente não soa oco. | ||
| + | * Insiste-se com agrado no fato de que a tentativa da dúvida de Descartes seria apenas uma dúvida " | ||
| + | * Uma certa articulação dos domínios do ente se manifestaria no desenrolar da operação da dúvida. | ||
| + | * Isso também é verdade, mas a dúvida não tem apenas um método, o método da dúvida também tem um princípio condutor. | ||
| + | * E o essencial depende desse princípio condutor. | ||
| + | * Descartes busca um "// | ||
| + | * As coisas sensíveis são integralmente duvidosas. | ||
| + | * Descartes reativa aqui temas que já desempenhavam um papel no ceticismo antigo. | ||
| + | * Mas não são apenas as coisas sensíveis que são duvidosas, mas também as verdades matemáticas ou lógicas. | ||
| + | * Isso deve surpreender, | ||
| + | * A certeza dessas verdades pode ser superada? Há algo mais seguro e mais certo do que 2 x 2 = 4? | ||
| + | * Como Descartes pode chegar a duvidar até mesmo dessa certeza indestrutível? | ||
| + | * Responde-se que Descartes recorre à ficção do gênio maligno (um //deus malignus//) a fim de poder duvidar até mesmo das verdades lógico-matemáticas. | ||
| + | * Esse demônio poderia, de certa forma, nos insuflar uma consciência evidente e, no entanto, se comportar de outra forma com o dado que parecia evidente no claro e no distinto. | ||
| + | * Podemos apreender o princípio condutor do método cartesiano da dúvida a partir desse conceito de demônio fictício. | ||
| + | * Todo ente, seja ele qual for, que me é dado como exterior (sejam coisas sensíveis ou números e figuras), é fundamentalmente duvidoso. | ||
| + | * O duvidoso não provém aqui de um modo insuficiente do que é dado, ele reside no próprio fato de que seja dado. | ||
| + | * Tudo o que é dado como tal, todo ente que aparece objetivamente e todo ente que se mostra, cai sob o golpe da dúvida, porque ali o pensamento e o ser estão separados. | ||
| + | * É apenas na consciência de si do //ego// que pensamento e ser são " | ||
| + | * Desde que eu experimento algo, eu sempre já sei algo de mim mesmo. | ||
| + | * Visando algo, presumindo algum objeto, eu me sei a mim mesmo; o objeto presumido não precisa de forma alguma existir, mas o saber de mim mesmo que acompanha toda visada de um objeto (ou melhor: que a precede tornando-a possível), isso garante meu ser de uma maneira absolutamente certa. | ||
| + | * É impossível que eu saiba algo de mim e, no entanto, que eu não seja. | ||
| + | * Nenhum Deus, bom ou mau, pode me enganar aqui, não pode me fazer vislumbrar uma consciência de mim que seria enganosa. | ||
| + | * Quando eu sei algo de mim, eu sou. | ||
| + | * Isso não significa naturalmente que Descartes teria afirmado simplesmente uma necessidade da existência humana; eu, homem, não sou uma essência necessária. | ||
| + | * Mas quando eu sei algo de mim (e eu sei sempre algo de mim quando sei algo, o que quer que seja), então é necessário que eu seja. | ||
| + | * É, de certa forma, uma necessidade condicionada. | ||
| + | * A consciência de si em relação ao ser-um-ser não pode ela mesma ser uma ilusão. | ||
| + | * Em certas circunstâncias, | ||
| + | * Mas nunca se pode arrancar o ser da consciência de si. | ||
| + | * Ele está tão misturado e tão unido a ela que aqui saber e ser nunca podem se dissociar. | ||
| + | * //Ego cogito, ergo sum//: o "// | ||
| + | * A consciência de si em sua unidade indissociável de ser e de saber se torna o fundamento, o // | ||
| + | * Desde Descartes, a metafísica se ocupa não apenas de transformar todo saber (incluindo o dos objetos) em consciência de si, mas também de interpretar todo ente no horizonte da subjetividade, | ||
| + | * Essa tensão produz muitas figuras e filosofemas, | ||
| + | * O verdadeiro, isto é, o ente autêntico, não é para Hegel o sujeito, o verdadeiro é para ele tanto sujeito quanto substância. | ||
| + | * Hegel faz a tentativa gigantesca de pensar em conjunto, no conceito de "saber absoluto", | ||
| + | * O " | ||
| + | * Com essa resolução da tensão interna entre as duas maneiras de ser fundamentais do saber e da relação de ser (a saber, a identidade e a diferença) que lhe pertence, a história do problema do ser chega ao seu fim, e a filosofia, para Hegel, chega ao seu fim. | ||
| + | * É assim que se lê na conclusão da " | ||
| + | |||
| + | ---- | ||
| + | |||
| + | //ÉPOKHÈ. Le statut du phénoménologique. Grenoble: Millon, 1990. v. N. 1.// | ||
| + | |||
| + | {{tag> | ||
